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quinta-feira, 31 de março de 2011

Como é que é?

Nesta quarta-feira (16-02-2011), a população assistiu bestificada toda aquela articulção de interesses que aconteceu em brasília. Um movimento tão absurdo e sem fundamento alegando manutenção da inflação, Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, cada R$ 1 de acréscimo no salário mínimo causa um impacto de R$ 300 milhões por ano aos cofres públicos. De acordo com os cálculos do governo, um aumento do mínimo de R$ 545 para R$ 560 resultaria num gasto extra de R$ 10,5 bilhões por ano. Se a proposta de R$ 600 for aprovada, o impacto seria de R$ 16,5 bilhões.
Agora, utilizando o mesmo metodo de pensamento dos nossos ilustres representantes, vamos analizar os fatos:
* É utilizado o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, somado com a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último ano para calcular qual o acréscimo que será feito no mínimo.
* Utilizando então o PIB de 2009 ( onde não houve crescimento devido a "crise mundial"), justificando estão os motivos.
Ou seja, eles estão nos dizendo assim: segundo nossos calculos, nós não deveriamos sequer dar satisfações, que dirá aumento, então, contente-se com esses R$ 35,00 que estamos lhe dando (afinal, era pra você ficar apenas chupando dedo). Viu como somos bonzinhos? (É Dilma presidente, pro Brasil seguir em frente).
Contudo, isso não é nescessariamente péssimo, pois assim sendo o metodo de calculo, considerando o PIB e o IPCA de 2010, ano que vem tem de haver pelo menos 14% de aumento real no salário mínimo. Considerando as possibilidades, o mínimo, até o final de 2012 tem de estar batendo na marca de cerca de R$ 616, especuladores acreditam ainda em um aumento de até 30% real nos proximos cinco anos.
Que bacana, desse jeito, no proximo seculo, você, trabalhador de bem, já estará ganhando como nossos representantes (hoje - 2011), aproximadamente R$ 27.000.
Agora, só pra não passar em branco, eu gostaria de saber qual foi o calculo que eles fizeram para dar aumento de 61,83% nos salários dos parlamentares, de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República e de 148,63% no salário do vice-presidente e dos ministros de Estado.O projeto iguala em R$ 26.723,13 os salários dos deputados, dos senadores, do presidente da República, do vice-presidente da República e dos ministros do Executivo.
Pois é, ainda bem que essa merrequinha não compromente o orçamento da união!

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